A Quaresma é tempo de confessar-se. A confissão é uma maravilhosa oportunidade para curar o coração, a alma e o mal cometido. O sacramento da confissão, também chamado de Penitência ou Reconciliação, precisa ser celebrado assiduamente. Somos todos pecadores e, se não reconhecemos os nossos pecados, não poderemos alcançar o perdão de Deus.

 O nosso pedido de perdão não é um simples pedido de desculpas. É estar consciente do pecado praticado. Pois, Deus perdoa sempre, mas requer também nosso perdão. Não perdoar é fechar a porta do coração ao perdão de Deus. Essa porta deve estar sempre aberta para o perdão de Deus entrar e a fim de podermos perdoar os outros.

FranciscoLucena

Deus perdoa sempre, mas requer também nosso perdão. Não perdoar é fechar a porta do coração ao perdão de Deus.

O pecado é uma ofensa a Deus; somente Ele pode perdoá-lo! Jesus, que é Deus, tem o poder de perdoar os pecados: “O Filho do homem tem o poder de perdoar os pecados sobre a terra” (Mc 2,10). Este poder, ele concedeu à Igreja, para que o exerça em seu nome: “Tudo isso vem de Deus, que nos reconciliou consigo por Cristo e nos confiou o ministério da reconciliação” (2Cor 5,18); “Em verdade vos digo: tudo quanto ligardes na terra será ligado no céu e tudo quanto desligardes na terra será desligado no céu” (Mt 18,18).

Estes textos bíblicos são claros: o Cristo, único que pode perdoar os pecados, deu à sua Igreja o poder de perdoar os pecados em Seu nome. É importante compreender que o padre não é dono do sacramento da reconciliação, é servidor, ministro: ele somente pode perdoar em nome de Cristo e da Igreja. Então, não pode extrapolar o poder à autoridade que a Igreja lhe concedeu. Os confessores e penitentes estão sujeitos à lei do sigilo sacramental.

O pecado provoca sempre uma ferida não só em nós mesmos, mas também em todo o Corpo de Cristo, que é a Igreja. Assim, o perdão nos restitui a amizade de Deus, a sua graça em nós, dando-nos a verdadeira paz interior.

O Papa Francisco nos ensina, com simplicidade e clareza: “Alguém poderá dizer: ‘Eu me confesso diretamente a Deus’. Sim, tu podes dizer a Deus: ‘Perdoa-me’, e dizer a ele teus pecados. Mas nossos pecados são também contra os nossos irmãos, contra a Igreja, e por isso é necessário pedir o perdão à Igreja e aos irmãos, na pessoa do sacerdote. ‘Mas, padre, tenho vergonha! Também a vergonha é boa, é ‘saudável’ ter um pouco de vergonha.” (Audiência na Praça de São Pedro, 19/02/2014). Ele tem convocado a Igreja no mundo inteiro a dedicar 24 horas ininterruptas ao Senhor nos dias (sexta-feira e sábado) que antecedem o Domingo da Alegria, o IV Domingo da Quaresma. Então, todas as Dioceses, paróquias e comunidades de fiéis são chamadas para a oração e confissão nas “24 horas para o Senhor”. Ele mesmo tem dado sinais da importância da Confissão para nossas vidas.

FONTE: Site da CNBB